Imagine só:

Três homens... Três pais... Um com dois filhos pequenos... O outro com uma filha quase adulta... E o outro... O outro tem um filho de um ano... Todos, por uma incrível coincidência, se mudam para um prédio, um vizinho do outro... Acabam virando amigos e... E o resto todo mundo sabe... Muita confusão!

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

EP. 01: "Cadê o Bebê?"

No meio da silenciosa noite... silenciosa? Não enquanto José Augusto chorava e Miguel estava louco, por causa da insônia, e sem saber o que fazer.
– Vai cara! Preciso da sua ajuda! Você tem dois filhos... – pediu Miguel a Marcos que, por acaso, estava sonolento, ele hesitou, mas teve que ceder e ir ajudar Miguel:
– Tudo bem! Mas, depois me deixe dormir! – eles entraram e Marcos pegou o bebê no colo.
– E então? O que ele tem?
– E eu sou médico, por acaso? Ele deve estar com fome... Você deu comida pra ele?
– Não... Quando me entregou o bebê Quitéria disse que ele estava alimentado!
– E quanto tempo faz que isso aconteceu?
– Sei lá... Umas duas horas. – Marcos ficou boquiaberto, abriu a bolsa que tinha improvisado e tirou dê-la uma mamadeira. Foi até a cozinha e colocou leite para esquentar no fogão.
– Esse menino também tem que comer! – depois de alguns minutos a mamadeira ficou pronta e Marcos deu para Miguel, para que ele alimentasse José Augusto.
– Segure a cabeça dele e dê devagar para que ele não engasgue... Pronto! Agora que ele parou de chorar, coloque-o para dormir e me deixe dormir também. Boa noite... – disse Marcos saindo do apartamento de Miguel entrando em sua casa para enfim dormir.
MUITAS HORAS DEPOIS
Jorge e Karina estavam almoçando no shopping. – Não entendo vocês... mulheres! Pra que comprar tantos sapatos se você só tem dois pés?
– Nem eu sei! Mas, mulher é assim mesmo e ninguém tem que contrariar! – disse Karina, quando de repente Marcos aparece.
– Hã... Oi Marcos! – disseram em uníssono.
– Oi Jorge... Karina! – disse Marcos exausto e ofegante.
– O que aconteceu, parece exausto? – perguntou Jorge.
– Vocês acreditariam se eu dissesse que o Miguel me acordou de madrugada para ajudar ele a cuidar de José Augusto?
– Sim... – em uníssono de novo.
– Depois tive que acordar cedo para trabalhar e estou morto... Isso é bacalhau? – Marcos perguntou olhando o prato de Karina.
– É sim! Quer nos acompanhar?
1 HORA DEPOIS
Jorge, Karina e Marcos estavam saindo do elevador depois de terem ficado no shopping e dê-la conseguiam ouvir o choro de José Augusto.
– O que será que Miguel não fez dessa vez?
– Quem você está matando aqui dentro? – perguntou Jorge ao entrar no apartamento de Miguel e vê-lo todo bagunçado.
– Preciso da ajuda de vocês!
– Hum... Que cheiro horrível é esse? – perguntou Karina com a mão cobrindo o nariz.
– José Augusto está com a fralda suja... Mas, eu não consigo encontrar ele! – e, sem que percebessem, José Augusto passou pela varanda.
– Olhem! Ele está na varanda e vai cair! – gritou Karina correndo para pegar o bebê.
– Tudo bem, agora que a folia acabou, onde estão as fraldas?
– Fraldas? As fraldas que a Quitéria me deu já acabaram...
– Deixa que eu vou comprar mais... – disse Jorge saindo.
– Eu vou com você papai!
– Vou aproveitar e fazer uma mamadeira para esse fofo! – disse Marcos indo até a cozinha. Miguel se sentou no sofá e, sem que percebesse, José Augusto saiu pela porta entreaberta.
– Aqui está a mamadeira! – Marcos se assustou ao ver que José Augusto não estava no berço. – Cadê o bebê? – então ele olhou para a porta e viu que a mesma estava entreaberta. – Como você pôde deixar o bebê sair?
Marcos saiu desesperado, enquanto isso, Jorge e Karina voltavam da farmácia com um grande pacote de fraldas.
– Temos que pedir para Quitéria cuidar desse menino!
– Pai! Quem é Quitéria?
– Olha filha! Tem um bebê no telhado do prédio... É JOSÉ AUGUSTO! – Jorge subiu desesperado e foi direto para o telhado.
– O bebê sumiu! – disse Marcos ao encontrá-lo.
– Não sumiu, não! Ele está no telhado! – os dois foram até o telhado, José Augusto estava quase caindo, quando Jorge e Marcos se aproximaram José Augusto caiu, mas, felizmente, caiu na cesta de uma senhora.
– E agora? – perguntou Miguel.
– Temos que ir atrás daquela mulher. – quando viu Karina encostada no capo do carro. Ela ficou espantada quando viu José Augusto na cesta da senhora.
“Filha segue essa senhora
Beijos papai te ama”
Era uma mensagem de Jorge para Karina, que seguiu a senhora até um mercado de rua. Mas, se distraiu com uma banca de CDs e acabou perdendo a senhora de vista.
“Pai perdi a senhora de vista.
Mas, vou ficar aqui no mercado por mais um tempinho
                     Depois você pode vir me buscar aqui?
Bjs te amo tbm”
Jorge, Miguel e Marcos já estavam indo e no caminho, por total acaso, encontram a senhora andando na rua.
– Olha ela ali! – Marcos disse apontando para a mulher na rua e saiu correndo em direção a ela. – Moça pare ai! – gritou, ela se espantou e saiu correndo desesperada.
– Nunca te falaram para não gritar como um louco? Ela ficou espantada e saiu correndo agora nunca vamos encontrá-la de novo!
3 HORAS DEPOIS
Todos estavam reunidos no apartamento de Miguel, momento tenso, não conseguiram encontrar a senhora que estava com José Augusto.
– Vamos levantar os ânimos... – disse Karina ligando a televisão, estava passando o jornal. – Vai que ajuda...
“Um bebê foi encontrado, hoje, por uma mulher que estava indo até a casa da filha e, quando chegou lá, viu que tinha um bebê na sua cesta e ela disse que foi abordada por um homem e acha que estava procurando a criança, mas, na hora, achou que era um bandido e saiu correndo.
Contato: 3790-5217”
Marcos rapidamente pegou o telefone e ligou para o número e conseguiu falar com a mulher.
– Ela pediu que fossemos amanhã até lá para buscar José Augusto, eu tentei insistir, mas, não consegui.
– Eu disse que levantar os ânimos ajudaria... Mas, eu estou morrendo de fome.
– Vamos até a minha casa que eu cozinho para vocês, mortos de fome! – Marcos e outros foram até a casa de Marcos e ele preparou uma macarronada.
– Hum... Depois dessa aventura essa macarronada é... é... é muito bom! – disse Karina pegando o máximo de macarronada que podia e que cabia em seu prato.
Logo a campainha tocou e Jorge foi atender. Era a senhora com José Augusto no colo.
– Aqui está o seu bebê, eu moro aqui no prédio e decide trazer o bebê, para que não tivessem que ir buscá-lo amanhã e pudessem curti-lo hoje.
– Muitíssimo obrigado! E boa noite!
Jorge colocou José Augusto no berço enquanto Marcos fazia uma mamadeira para ele. Tudo estava calmo.
– Melhor tomarmos mais cuidados com José Augusto... – disse Jorge pegando uma fralda, quando Marcos voltou com a mamadeira.

– Cadê o bebê?