No meio da
silenciosa noite... silenciosa? Não enquanto José Augusto chorava e Miguel
estava louco, por causa da insônia, e sem saber o que fazer.
– Vai cara!
Preciso da sua ajuda! Você tem dois filhos... – pediu Miguel a Marcos que, por
acaso, estava sonolento, ele hesitou, mas teve que ceder e ir ajudar Miguel:
– Tudo bem!
Mas, depois me deixe dormir! – eles entraram e Marcos pegou o bebê no colo.
– E então?
O que ele tem?
– E eu sou
médico, por acaso? Ele deve estar com fome... Você deu comida pra ele?
– Não...
Quando me entregou o bebê Quitéria disse que ele estava alimentado!
– E quanto
tempo faz que isso aconteceu?
– Sei lá...
Umas duas horas. – Marcos ficou boquiaberto, abriu a bolsa que tinha improvisado
e tirou dê-la uma mamadeira. Foi até a cozinha e colocou leite para esquentar
no fogão.
– Esse
menino também tem que comer! – depois de alguns minutos a mamadeira ficou
pronta e Marcos deu para Miguel, para que ele alimentasse José Augusto.
– Segure a cabeça
dele e dê devagar para que ele não engasgue... Pronto! Agora que ele parou de
chorar, coloque-o para dormir e me deixe dormir também. Boa noite... – disse
Marcos saindo do apartamento de Miguel entrando em sua casa para enfim dormir.
MUITAS HORAS DEPOIS
Jorge e
Karina estavam almoçando no shopping. – Não entendo vocês... mulheres! Pra que
comprar tantos sapatos se você só tem dois pés?
– Nem eu
sei! Mas, mulher é assim mesmo e ninguém tem que contrariar! – disse Karina,
quando de repente Marcos aparece.
– Hã... Oi
Marcos! – disseram em uníssono.
– Oi
Jorge... Karina! – disse Marcos exausto e ofegante.
– O que
aconteceu, parece exausto? – perguntou Jorge.
– Vocês
acreditariam se eu dissesse que o Miguel me acordou de madrugada para ajudar ele
a cuidar de José Augusto?
– Sim... –
em uníssono de novo.
– Depois
tive que acordar cedo para trabalhar e estou morto... Isso é bacalhau? – Marcos
perguntou olhando o prato de Karina.
– É sim!
Quer nos acompanhar?
1 HORA DEPOIS
Jorge,
Karina e Marcos estavam saindo do elevador depois de terem ficado no shopping e
dê-la conseguiam ouvir o choro de José Augusto.
– O que
será que Miguel não fez dessa vez?
– Quem você
está matando aqui dentro? – perguntou Jorge ao entrar no apartamento de Miguel
e vê-lo todo bagunçado.
– Preciso
da ajuda de vocês!
– Hum...
Que cheiro horrível é esse? – perguntou Karina com a mão cobrindo o nariz.
– José
Augusto está com a fralda suja... Mas, eu não consigo encontrar ele! – e, sem
que percebessem, José Augusto passou pela varanda.
– Olhem!
Ele está na varanda e vai cair! – gritou Karina correndo para pegar o bebê.
– Tudo bem,
agora que a folia acabou, onde estão as fraldas?
– Fraldas?
As fraldas que a Quitéria me deu já acabaram...
– Deixa que
eu vou comprar mais... – disse Jorge saindo.
– Eu vou
com você papai!
– Vou
aproveitar e fazer uma mamadeira para esse fofo! – disse Marcos indo até a
cozinha. Miguel se sentou no sofá e, sem que percebesse, José Augusto saiu pela
porta entreaberta.
– Aqui está
a mamadeira! – Marcos se assustou ao ver que José Augusto não estava no berço.
– Cadê o bebê? – então ele olhou para a porta e viu que a mesma estava
entreaberta. – Como você pôde deixar o bebê sair?
Marcos saiu
desesperado, enquanto isso, Jorge e Karina voltavam da farmácia com um grande
pacote de fraldas.
– Temos que
pedir para Quitéria cuidar desse menino!
– Pai! Quem
é Quitéria?
– Olha
filha! Tem um bebê no telhado do prédio... É
JOSÉ AUGUSTO! – Jorge subiu desesperado e foi direto para o telhado.
– O bebê
sumiu! – disse Marcos ao encontrá-lo.
– Não
sumiu, não! Ele está no telhado! – os dois foram até o telhado, José Augusto
estava quase caindo, quando Jorge e Marcos se aproximaram José Augusto caiu,
mas, felizmente, caiu na cesta de uma senhora.
– E agora?
– perguntou Miguel.
– Temos que
ir atrás daquela mulher. – quando viu Karina encostada no capo do carro. Ela
ficou espantada quando viu José Augusto na cesta da senhora.
“Filha segue essa senhora
Beijos papai te ama”
Era uma
mensagem de Jorge para Karina, que seguiu a senhora até um mercado de rua. Mas,
se distraiu com uma banca de CDs e acabou perdendo a senhora de vista.
“Pai perdi a senhora de vista.
Mas, vou ficar aqui no mercado por
mais um tempinho
Depois você pode vir me
buscar aqui?
Bjs te amo tbm”
Jorge,
Miguel e Marcos já estavam indo e no caminho, por total acaso, encontram a
senhora andando na rua.
– Olha ela
ali! – Marcos disse apontando para a mulher na rua e saiu correndo em direção a
ela. – Moça pare ai! – gritou, ela se espantou e saiu correndo desesperada.
– Nunca te
falaram para não gritar como um louco? Ela ficou espantada e saiu correndo
agora nunca vamos encontrá-la de novo!
3 HORAS DEPOIS
Todos
estavam reunidos no apartamento de Miguel, momento tenso, não conseguiram
encontrar a senhora que estava com José Augusto.
– Vamos
levantar os ânimos... – disse Karina ligando a televisão, estava passando o
jornal. – Vai que ajuda...
“Um bebê foi encontrado, hoje, por uma mulher que estava indo até a casa
da filha e, quando chegou lá, viu que tinha um bebê na sua cesta e ela disse
que foi abordada por um homem e acha que estava procurando a criança, mas, na
hora, achou que era um bandido e saiu correndo.
Contato: 3790-5217”
Marcos
rapidamente pegou o telefone e ligou para o número e conseguiu falar com a
mulher.
– Ela pediu
que fossemos amanhã até lá para buscar José Augusto, eu tentei insistir, mas,
não consegui.
– Eu disse
que levantar os ânimos ajudaria... Mas, eu estou morrendo de fome.
– Vamos até
a minha casa que eu cozinho para vocês, mortos de fome! – Marcos e outros foram
até a casa de Marcos e ele preparou uma macarronada.
– Hum...
Depois dessa aventura essa macarronada é... é... é muito bom! – disse Karina
pegando o máximo de macarronada que podia e que cabia em seu prato.
Logo a
campainha tocou e Jorge foi atender. Era a senhora com José Augusto no colo.
– Aqui está
o seu bebê, eu moro aqui no prédio e decide trazer o bebê, para que não
tivessem que ir buscá-lo amanhã e pudessem curti-lo hoje.
–
Muitíssimo obrigado! E boa noite!
Jorge
colocou José Augusto no berço enquanto Marcos fazia uma mamadeira para ele.
Tudo estava calmo.
– Melhor
tomarmos mais cuidados com José Augusto... – disse Jorge pegando uma fralda,
quando Marcos voltou com a mamadeira.
– Cadê o bebê?